Fonte: Guismo
Autor: Jobson Modena
Data: 2009-05-23
Autor: Jobson Modena
Data: 2009-05-23
Generalidades
Nestes locais deve-se considerar:
- Os tanques subterrâneos de armazenamento de combustível;
- O material da cobertura das ilhas de abastecimento;
- A existência de ETI na edificação do escritório e administração;
- Lojas de conveniência e lanchonete.
Como nas nossas cidades, geralmente, os postos são construídos em esquinas e a estrutura da cobertura é alta, da ordem de 5m, há uma ventilação natural que reduz a concentração de vapores a níveis muito baixos. Isto faz com que os riscos de explosões provenientes das descargas atmosféricas sejam muitíssimo reduzidos.
Os tanques de combustível
Estes tanques estão enterrados e do ponto de vista das descargas atmosféricas não necessitam maiores cuidados. A proteção exigida pelas normas refere-se mais à corrosão para evitar poluição do lençol freático em caso de vazamento. Os raros acidentes ocorridos no Brasil ocorreram em postos desativados com tanques quase vazios, abertos e já corroídos. Nestas condições qualquer centelhamento, não necessariamente originado por descargas atmosféricas, pode levar à explosão.
A cobertura
Os postos têm, em geral, uma estrutura metálica com colunas metálicas e telhas também metálicas como cobertura das ilhas de abastecimento. Essas telhas são de pequena espessura e poderão produzir faiscamentos quando ocorrerem raios diretos, mas como explicado acima, não haverá riscos por ser baixa a concentração de vapores inflamáveis junto ao telhado. A proteção contra raios diretos será feita pelo aterramento das colunas. Estes aterramentos deverão ser interligados formando uma malha de terra à qual deverão estar referidos todos os potenciais das massas metálicas existentes no posto. Essa interligação pode ser conseguida, se a continuidade elétrica da malha metálica (tipo TELCOM), utilizada para sustentação do piso de concreto for garantida através de soldagem ou conexão mecânica eficiente.
Há um potencial risco, com muito baixa probabilidade de ocorrência quando, por razões estéticas, é colocado um forro aberto sob o telhado e com fechamento lateral. O risco consiste na acumulação de vapores nessa "caixa" que poderiam se inflamar pelo centelhamento provocado por eventuais descargas atmosféricas diretas sobre as telhas metálicas. Como são vários eventos de baixa probabilidade é quase desprezível a probabilidade de ocorrência simultânea de todos eles.
O Escritório
É necessário inicialmente identificar o BEP – Barramento de Equipotencialização Principal no escritório, onde deverão ser ligados os condutores de aterramento de todos os instrumentos e equipamentos de tecnologia da informação (micros, fax, equipamentos bank-line, secretária eletrônica, etc). Todos os dispositivos de proteção contra surtos (varistores, centelhadores, diodos especiais, etc) também terão seus terminais "terra" ligados pelo caminho mais reto e curto possível ao condutor PE que leva ao BEP. Do BEP deverá partir um único condutor pelo percurso mais curto possível até a malha de terra. Como o escritório está geralmente sob a cobertura metálica não há que se falar em proteção contra raios diretos. Se, entretanto, o escritório estiver fora da zona de proteção oferecida pela cobertura, ou por outras edificações, deverá ser providenciada a proteção externa, para nível II, definido pela NBR 5419.
Loja de conveniência e Lanchonete
Estes prédios deverão ter uma proteção para nível II, segundo a NBR-5419. Em qualquer caso deverão ser instaladas, no mínimo, duas descidas com hastes de aterramento interligas à malha de terra geral. Se houverem aparelhos eletrônicos sensíveis, deve-se proceder como descrito no item anterior.
Tubos de respiro para evaporação dos gases dos tanques
Por força das normas de construção dos postos estes tubos devem estar posicionados acima das coberturas metálicas, para melhor dispersarem os gases oriundos dos tanques.
Como a recomendação de utilização de um dispositivo corta-chama (flame-arrestor) para evitar que os vapores incandescidos fluam para o interior do tanque foi suprimida de algumas normas e outras como a inglesa BS 2654: 1988, só toleram o seu uso com restrições, a versão 2005 da NBR 5419 optou por proteger os tubos de escape de gases através de captores verticais, cuja altura deverá ser calculada para obter um raio de proteção para nível I, tomando como base o ponto mais alto do tubo.
Em linhas gerais os captores deverão estar posicionados para que, calculado pelo método do modelo eletrogeométrico, por exemplo, a esfera rolante tenha sua tangente inferior posicionada a mais ou menos 3m acima dos bocais dos tubos de escape. Isto possibilita que haja apenas 2% de probabilidade de uma descarga atmosférica atingir pontos no local onde haja uma concentração perigosa de gases inflamáveis. A correta interligação entre esses tubos e os mastros que suportam os captores é imprescindível para evitar centelhamentos perigosos.
Os demais componentes do SPDA deverão ser instalados conforme orientações já abordadas em outras oportunidades.
Jobson Modena - Engenheiro Eletricista, diretor da GUISMO Engenharia, consultor, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como revisor das normas de aterramentos elétricos e coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (NBR 5419), além de membro do conselho consultivo da ABRACOPEL.
Nestes locais deve-se considerar:
- Os tanques subterrâneos de armazenamento de combustível;
- O material da cobertura das ilhas de abastecimento;
- A existência de ETI na edificação do escritório e administração;
- Lojas de conveniência e lanchonete.
Como nas nossas cidades, geralmente, os postos são construídos em esquinas e a estrutura da cobertura é alta, da ordem de 5m, há uma ventilação natural que reduz a concentração de vapores a níveis muito baixos. Isto faz com que os riscos de explosões provenientes das descargas atmosféricas sejam muitíssimo reduzidos.
Os tanques de combustível
Estes tanques estão enterrados e do ponto de vista das descargas atmosféricas não necessitam maiores cuidados. A proteção exigida pelas normas refere-se mais à corrosão para evitar poluição do lençol freático em caso de vazamento. Os raros acidentes ocorridos no Brasil ocorreram em postos desativados com tanques quase vazios, abertos e já corroídos. Nestas condições qualquer centelhamento, não necessariamente originado por descargas atmosféricas, pode levar à explosão.
A cobertura
Os postos têm, em geral, uma estrutura metálica com colunas metálicas e telhas também metálicas como cobertura das ilhas de abastecimento. Essas telhas são de pequena espessura e poderão produzir faiscamentos quando ocorrerem raios diretos, mas como explicado acima, não haverá riscos por ser baixa a concentração de vapores inflamáveis junto ao telhado. A proteção contra raios diretos será feita pelo aterramento das colunas. Estes aterramentos deverão ser interligados formando uma malha de terra à qual deverão estar referidos todos os potenciais das massas metálicas existentes no posto. Essa interligação pode ser conseguida, se a continuidade elétrica da malha metálica (tipo TELCOM), utilizada para sustentação do piso de concreto for garantida através de soldagem ou conexão mecânica eficiente.
Há um potencial risco, com muito baixa probabilidade de ocorrência quando, por razões estéticas, é colocado um forro aberto sob o telhado e com fechamento lateral. O risco consiste na acumulação de vapores nessa "caixa" que poderiam se inflamar pelo centelhamento provocado por eventuais descargas atmosféricas diretas sobre as telhas metálicas. Como são vários eventos de baixa probabilidade é quase desprezível a probabilidade de ocorrência simultânea de todos eles.
O Escritório
É necessário inicialmente identificar o BEP – Barramento de Equipotencialização Principal no escritório, onde deverão ser ligados os condutores de aterramento de todos os instrumentos e equipamentos de tecnologia da informação (micros, fax, equipamentos bank-line, secretária eletrônica, etc). Todos os dispositivos de proteção contra surtos (varistores, centelhadores, diodos especiais, etc) também terão seus terminais "terra" ligados pelo caminho mais reto e curto possível ao condutor PE que leva ao BEP. Do BEP deverá partir um único condutor pelo percurso mais curto possível até a malha de terra. Como o escritório está geralmente sob a cobertura metálica não há que se falar em proteção contra raios diretos. Se, entretanto, o escritório estiver fora da zona de proteção oferecida pela cobertura, ou por outras edificações, deverá ser providenciada a proteção externa, para nível II, definido pela NBR 5419.
Loja de conveniência e Lanchonete
Estes prédios deverão ter uma proteção para nível II, segundo a NBR-5419. Em qualquer caso deverão ser instaladas, no mínimo, duas descidas com hastes de aterramento interligas à malha de terra geral. Se houverem aparelhos eletrônicos sensíveis, deve-se proceder como descrito no item anterior.
Tubos de respiro para evaporação dos gases dos tanques
Por força das normas de construção dos postos estes tubos devem estar posicionados acima das coberturas metálicas, para melhor dispersarem os gases oriundos dos tanques.
Como a recomendação de utilização de um dispositivo corta-chama (flame-arrestor) para evitar que os vapores incandescidos fluam para o interior do tanque foi suprimida de algumas normas e outras como a inglesa BS 2654: 1988, só toleram o seu uso com restrições, a versão 2005 da NBR 5419 optou por proteger os tubos de escape de gases através de captores verticais, cuja altura deverá ser calculada para obter um raio de proteção para nível I, tomando como base o ponto mais alto do tubo.
Em linhas gerais os captores deverão estar posicionados para que, calculado pelo método do modelo eletrogeométrico, por exemplo, a esfera rolante tenha sua tangente inferior posicionada a mais ou menos 3m acima dos bocais dos tubos de escape. Isto possibilita que haja apenas 2% de probabilidade de uma descarga atmosférica atingir pontos no local onde haja uma concentração perigosa de gases inflamáveis. A correta interligação entre esses tubos e os mastros que suportam os captores é imprescindível para evitar centelhamentos perigosos.
Os demais componentes do SPDA deverão ser instalados conforme orientações já abordadas em outras oportunidades.
Jobson Modena - Engenheiro Eletricista, diretor da GUISMO Engenharia, consultor, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como revisor das normas de aterramentos elétricos e coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (NBR 5419), além de membro do conselho consultivo da ABRACOPEL.
Estes prédios deverão ter uma proteção para nível II, segundo a NBR-5419. Em qualquer caso deverão ser instaladas, no mínimo, duas descidas com hastes de aterramento interligas à malha de terra geral. Se houverem aparelhos eletrônicos sensíveis, deve-se proceder como descrito no item anterior.
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