A Base do Sucesso

"Acho que a base do sucesso em qualquer atividade está primeiro em se ter uma oportunidade que geralmente acontece não porque você cria o momento, mas sim porque alguém chega e abre uma porta" . (Ayrton Senna da Silva, Piloto Tri-Campeão Mundial de Fórmula-1).

terça-feira, 24 de julho de 2007

Religião não se discute, se pratica.

Ao entrar em uma sala de um setor administrativo do meu local de trabalho fui solicitado por uma colega para dar explicações a um outro colega que já tinha sido evangélico, mas que por razões pessoais, decidiu não mais seguir a religião que professava. Ele abordava aos presentes o quanto era descrente com relação ao assunto que se estava discutindo, no caso à reencarnação.

Apesar de o tema estar muito em voga, ninguém é obrigado a concordar com a teoria reencarnacionista, cabendo a cada um seguir na sua crença de acordo com o seu entendimento e evolução espiritual.

Diversas opiniões foram dadas e o colega não se dando por satisfeito resolveu me perguntar sobre o que eu achava, sendo que minha colega insistia para que eu falasse alguma coisa.

Acredito que todas as religiões merecem respeito por entender que têm o papel de direcionar seus adeptos a se tornarem homens de bem, no entanto, as divergências existem devido às interpretações dadas por cada uma delas sobre as inúmeras passagens contidas nos livros sagrados dentre eles a Bíblia.

Sem querer trazer o tema à tona por achar que aquele não era o momento e o local adequado para tal explicação, optei em ficar calado, pois fica difícil num primeiro diálogo querer que uma pessoa de imediato acredite na reencarnação. Adiantei ao referido colega que ele deveria ter continuado em sua religião, procurando entender os seus princípios a fim de equacionar seus questionamentos. Que o mesmo deveria conversar com as pessoas que gozam de um conhecimento mais profundo dentro da religião que havia abandonado.

Vale ressaltar que toda e qualquer fundamentação utilizada para comprovar a teoria da reencarnação deve ser primeiramente pautada nos fenômenos da matéria, suas leis e princípios que regem as diversas propriedades constituintes dos corpos materiais. Querer convencer alguém sem partir deste princípio, é perda de tempo, pois dificilmente a pessoa irá concordar com o que está sendo colocado.

O diálogo será mais proveitoso se a pessoa for esclarecida sobre a existência do mundo físico, suas leis e os diversos fenômenos que regem a constituição física dos corpos e elementos materiais. Dialogar sobre o amor universal de Deus por todos os seus filhos, as diferenças existentes entre raças, intelectualidade, posições sociais, o porquê de uns nascerem na miséria e outros na riqueza, e assim por diante.

Como o colega estava insistindo bastante para que eu o convencesse de que estava certo, mas que mesmo assim ele não acreditaria em nenhuma palavra do que iria falar, fiz uma solicitação dizendo que só iria prosseguir se ele me respondesse primeiramente a seguinte questão? Porque Deus em sua infinita misericórdia, que se diz amar a todos nós, seus filhos, sem distinção, que perdoa sempre, permite nascer uma criança completamente cega e deformada admitindo-se que não temos outra vida além da única que nos foi dada pelo nascimento? Não parece que Deus beneficia a uns dando-lhe um corpo perfeito e saudável e comete injustiças a outros criando corpos defeituosos e doentes?
Igualmente a todos aqueles em que faço essa mesma pergunta e que muitas das vezes gostam de me expor perante os presentes, ele também não soube responder, preferindo colocar a culpa na genética.

Então a genética é mais poderosa do que Deus ao ponto de ser ela o fator determinante para uma criança nascer cega? disse-lhe. Novamente outra questão não respondida, ficando no ar uma grande dúvida na cabeça de todos os presentes.

Finalizando, disse-lhe que deveríamos parar por ali até que ele respondesse a minha pergunta, ou se preferisse em uma outra ocasião e se estivesse realmente interessado em conversar sobre o porquê de eu acreditar na reencarnação, então eu estaria a sua disposição com todo prazer.

Na verdade, estava tentando induzir o companheiro a fazer sua própria análise de que há uma controvérsia muito grande sobre o que se tem como conceito de um Deus que ama indistintamente, mas que permite nascer um ser que não teve sequer a oportunidade de errar, e o que é mais conflitante, é sua criação.

Ora, se Deus ama a todos, e admitindo-se que a vida é única, não existindo, portanto, outras vidas e consequentemente a reencarnação, seria mais prudente aceitar que deveríamos todos nascer em iguais condições não existindo diferenças físicas ou posição social. Todavia, se nasce uma criança cega é porque deve existir uma causa. Admitindo-se que ela não pode ser punida pelo mal que não fez, nem pelo bem que deixou de fazer, pois não teve tempo sequer de errar ou acertar, e se Deus é justo, então essa causa deve ser justa. Assim, se esta causa não se encontra na vida presente, nossa razão aponta que ela só pode ter origem de uma vida passada, provando-se desta forma, dentro do crivo da lógica e da razão que a reencarnação existe.

Para muitos homens materialistas, a teoria reencarnacionista não consegue provar que seus conceitos e princípios devem ser aceitos como verdade, por outro lado, esses mesmos homens não conseguem provar que tal teoria é falsa, então fica o disse pelo não disse, cabendo a cada um aceitar de acordo com o que se pensa e se acredita.

Logo, foi com esse propósito que coloquei como título no início deste artigo que religião realmente não se discute, mas se pratica. Então compete a cada um seguir o seu credo e respeitar a crença que melhor nos convier, procurando nos esforçar diariamente para praticar o que cada uma das religiões tem em comum que é o Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Nenhum comentário: