A Base do Sucesso

"Acho que a base do sucesso em qualquer atividade está primeiro em se ter uma oportunidade que geralmente acontece não porque você cria o momento, mas sim porque alguém chega e abre uma porta" . (Ayrton Senna da Silva, Piloto Tri-Campeão Mundial de Fórmula-1).

terça-feira, 31 de julho de 2007

A difícil missão de um cancelamento

Após ter efetuado o pagamento da fatura de minha linha telefônica de uma operadora, liguei para o serviço 0800 da companhia para solicitar o cancelamento da referida linha, pois como possuo duas linhas telefônicas, pretendo ficar somente com uma delas. Para minha surpresa, tive que passar por todo o protocolo que a tecnologia oferece quando se utiliza esse tipo de serviço.

O calvário começa da seguinte maneira: Primeiramente discamos o serviço 0800 da operadora. Depois é preciso ouvir toda aquela mensagem de uma gravação de voz de uma moça bem educada e gentil. Seguindo adiante digitamos a opção desejada para o serviço. Feito isto esperamos a gravação solicitar que é preciso digitar o DDD da cidade de onde se está falando seguida do número do telefone desejado. Ao terminar os comandos a gravação irá responder que será preciso ligar para um outro número a fim de poder fazer a solicitação.

Reiniciada novamente a operação no novo número, digitamos novamente a opção desejada, depois digitamos novamente o DDD da cidade de onde se está falando seguido do número do telefone desejado. A seguir a gravação envia o cliente a um sub-menu que vai realizar novamente uma seqüência de números a serem digitados de conformidade com à opção desejada. Digitada a opção desejada uma nova gravação irá informar de que a conversa será gravada e em seguida pede para que esperemos para sermos atendidos por uma das atendentes da operadora.

Certo de que o sofrimento estava acabado, fiquei exatamente 28 minutos conferido em meu relógio esperando no telefone e ouvindo constantemente aquela famosa “musiquinha” de espera e nada da atendente me atender. Cansado de tanto esperar resolvi desligar a ligação para tentar novamente ver se consigo realizar o tal cancelamento da conta telefônica em uma outra ocasião.

Confesso que senti saudades do tempo em que esse serviço era estatizado. Não que o mesmo era também “mil maravilhas”, mas pelo menos tenho certeza de que não ficaria todos aqueles minutos esperando para ser atendido.

A privatização dos serviços essenciais em nosso País só beneficiou o capital privado que abusa de nossos direitos. Pagamos um serviço caro para ter uma prestação de serviço precária e inoperante. É bem verdade que os números de consumidores que possuem telefones aumentaram, que hoje qualquer um pode ter um celular, mas ainda se paga muito caro para se usurfruir do mínimo que se tem direito. O consumidor é sempre prejudicado e o que é pior tem que se sujeitar a esse tipo de coisa, pois se não esperar a atendente atender, o único jeito é desligar a ligação e tentar novamente outra vez.

Sei que existe o Procom que é o órgão de defesa do consumidor, mas o transtorno que levarei para conseguir que minha reivindicação seja atendida faz com que desista de procurar meus direitos. Pode ser até comodismo de minha parte, mas no meu entender isso é um assunto que não deveria ser levado ao Procom, já que é um direito que tenho como consumidor de ser bem atendido. É o mínimo que a operadora poderia fazer para comigo que sou seu cliente.

Se falássemos diretamente com uma atendente sem passar por essas gravações iniciais o serviço seria bem mais agilizado e eficaz.

É o homem dando prioridade à tecnologia em detrimento de novas oportunidades de emprego as pessoas que precisam trabalhar para o mantimento de seus sustentos e de seus familiares.

Pior do que isso é que ainda existem pessoas que apóiam e defendem essas práticas. Não que seja contra a modernidade e o avanço tecnológico, porém, como sempre afirmo junto a meus colegas de trabalho que enquanto o homem avançar no intelecto criando máquinas modernas e eficazes mas não pensar nas condições sociais da humanidade e as conseqüências que esses inventos trazem ao ser humano, continuarão ainda na exploração da mão-de-obra de muitos para enriquecimento de poucos.

Veja uma máquina de lavar louças. É um excelente invento, mas quem tem condições de ter uma em seu lar? A lavadora de roupas que também é essencial, é outro bem que infelizmente nem todos podem ter.

Quando o homem se empenhar em criar mecanismos sejam eles através de inventos ou ações para atender as reais necessidades de cada ser humano, aí sim estaremos dando um grande passo ao progresso da humanidade.

Talvez numa próxima tentativa junto a operadora eu tenha mais sorte e consiga finalmente fazer o cancelamento pretendido de minha linha telefônica.

domingo, 29 de julho de 2007

Paysandu, um lágrima, um adeus à Série B de 2008...

Quem foi ao estádio da curuzu hoje, 29/07/07 pela parte da tarde, lamentou profundamente a saída prematura do Paysandu logo na primeira fase da série C, a famosa “Terceirona” diante do desconhecido time do Araguaína-TO ao perder pelo placar de 2x0.

De nada adiantou o time do Ananindeua se esforçar na partida de véspera para arrancar um empate dentro da casa do adversário, o Imperatriz-MA, mantendo as chances de classificação do time bicolor na competição. Com a derrota, o time do Paysandu não só deu adeus a sua ascensão à série B de 2008, como prejudicou o time do Ananindeua, pois agora terá que trazer pelo menos um empate na bagagem se quiser passar para a fase seguinte da competição, pois se perder, poderá ceder sua classificação para o Imperatriz-MA caso este venha a vencer o Paysandu na rodada final.

Há jogadores famosos no elenco bicolor que chegaram a afirmar após a partida que durante sua vida dentro do clube esse é o pior time que já existiu. Também pudera, a diretoria trouxe um "caminhão" de jogadores de baixo índice técnico, e não se preocupou em mudar o planejamento logo nos momentos iniciais quando viu que o time não tinha qualidade ao fazer alguns jogos amistosos e sair com resultados medíocres.

Eu que estive no estádio pude ver que o futebol apresentado pelo time no primeiro tempo se tivesse que ganhar seria por um placar mínimo, pois o jogo não tinha qualidade técnica por parte da maioria dos jogadores. Com todo respeito aos mesmos, mas o que se vê em campo é que são jogadores acostumados a jogar em times sem expressão e que não possuem grandes torcidas, possuem um baixo índice técnico fazendo com que o time viesse se despencando durante a competição. Também não possuem poder de reação diante de um placar adverso, diferente de outras épocas em que o Paysandu iniciava perdendo, mas ia buscar o resultado partindo pra cima do adversário.

O pior que até jogadores já consagrados na curuzu, como Balão, Ricardo Oliveira, Sam, o goleiro Ronaldo e tantos outros parece até que foram "contaminados" pelos demais, pois não conseguiam mudar o panorama das partidas.

Há de se comentar também que o time do Araguaína foi duas vezes ao ataque, porém, soube aproveitar as chances e converte-las em gols, não acontecendo o mesmo pelo lado do Papão que teve 26 chances de gols, mas todas desperdiçadas.

O ditado de que "nem sempre vence o melhor" não se aplica ao time do Papão que a meu ver possui um plantel em que a grande maioria dos jogadores são de péssima qualidade e sem habilidade com a bola.

A torcida revoltada e com razão se fez valer do seu direito protestando conta a diretoria que fez sua defesa alegando que "o planejamento não saiu conforme esperado".

Ora, um time que teve tanto tempo para treinar e se ajustar, no mínimo era para mostrar um melhor futebol em campo. Foi vergonhosa a atuação do time. Eu mesmo já vinha dizendo que ele não chegaria até a fase final. Não precisa ser “expert” em futebol para concluir isso, bastava ir ao estádio e cada um tirar suas próprias conclusões.

Entendo que a diretoria atual usa como justificativa o “rombo” financeiro deixado pela diretoria passada, mas mesmo assim isso não é desculpa. A atual diretoria errou e precisa assumir isso. Os jogadores que aí estão não pediram para vir jogar aqui, mas se vieram é porque foram contratados e quem os contratou?

Futebol se vive de resultados. Times que possuem grande torcida são muito cobrados. A diretoria deveria perceber isso e se esforçar para botar em campo um time competitivo.

Os times da Tuna e do Ananindeua estão fazendo uma excelente campanha, mas se perderem uma partida diante de um time sem expressão isso não impacta tanto na diretoria e no seu treinador porque não possuem uma grande torcida como Remo e Paysandu. É preciso que se observe isso. Um treinador nesses clubes com certeza é menos cobrado do que se ele for atuar no Remo ou no Paysandu. Temos o exemplo do Charles Guerreiro que perdeu a partida em casa no Sábado em pleno Mangueirão para o Marília e o time do Remo foi cobrado uma barbaridade pelo resultado negativo.

Espera-se com todos esses percalços que a diretoria do Paysandu possa mais uma vez aprender que "o barato sai caro" e mude a sua mentalidade daqui pra frente.

Sempre defendi que o time precisa sim ter jogadores rodados e mais experientes e o resto se une com a nossa “prata-da-casa”. Como exemplo temos o jogador Sam, que atualmente no elenco do Paysandu a meu ver é o melhor jogador que o time tem. Sabe se posicionar, tem vigor físico, dificilmente perde uma bola, porém, "uma andorinha só não faz verão"...

Agora aos torcedores do Paysandu o qual faço parte, só resta aguardar, pois o tempo cura as feridas. Futebol é assim, às vezes é cruel e as coisas não saem como se deseja.

Outro jogador que merece minha consideração é Ricardo Oliveira. Veste a camisa do clube, defende, ataca, corre o campo inteiro mas que neste jogo contra o Araguaína, foi infeliz, pois um dos gols saiu devida uma falha sua. As coisas são assim, quando o time vai mal, todos jogam mal.

Eu sou conhecido no meu trabalho como alguém muito esperançoso, e é verdade, pois só jogo a toalha no último suspiro, mas desta vez, as esperanças foram por terra...

Mesmo que o time do Paysandu passasse para a segunda fase da competição, mas o futebol apresentado por alguns jogadores me levava a concluir que o time não iria muito longe.

Minhas observações estavam certas e se concretizaram. Seria melhor se eu estivesse errado. Estaríamos sofrendo menos agora.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Religião não se discute, se pratica.

Ao entrar em uma sala de um setor administrativo do meu local de trabalho fui solicitado por uma colega para dar explicações a um outro colega que já tinha sido evangélico, mas que por razões pessoais, decidiu não mais seguir a religião que professava. Ele abordava aos presentes o quanto era descrente com relação ao assunto que se estava discutindo, no caso à reencarnação.

Apesar de o tema estar muito em voga, ninguém é obrigado a concordar com a teoria reencarnacionista, cabendo a cada um seguir na sua crença de acordo com o seu entendimento e evolução espiritual.

Diversas opiniões foram dadas e o colega não se dando por satisfeito resolveu me perguntar sobre o que eu achava, sendo que minha colega insistia para que eu falasse alguma coisa.

Acredito que todas as religiões merecem respeito por entender que têm o papel de direcionar seus adeptos a se tornarem homens de bem, no entanto, as divergências existem devido às interpretações dadas por cada uma delas sobre as inúmeras passagens contidas nos livros sagrados dentre eles a Bíblia.

Sem querer trazer o tema à tona por achar que aquele não era o momento e o local adequado para tal explicação, optei em ficar calado, pois fica difícil num primeiro diálogo querer que uma pessoa de imediato acredite na reencarnação. Adiantei ao referido colega que ele deveria ter continuado em sua religião, procurando entender os seus princípios a fim de equacionar seus questionamentos. Que o mesmo deveria conversar com as pessoas que gozam de um conhecimento mais profundo dentro da religião que havia abandonado.

Vale ressaltar que toda e qualquer fundamentação utilizada para comprovar a teoria da reencarnação deve ser primeiramente pautada nos fenômenos da matéria, suas leis e princípios que regem as diversas propriedades constituintes dos corpos materiais. Querer convencer alguém sem partir deste princípio, é perda de tempo, pois dificilmente a pessoa irá concordar com o que está sendo colocado.

O diálogo será mais proveitoso se a pessoa for esclarecida sobre a existência do mundo físico, suas leis e os diversos fenômenos que regem a constituição física dos corpos e elementos materiais. Dialogar sobre o amor universal de Deus por todos os seus filhos, as diferenças existentes entre raças, intelectualidade, posições sociais, o porquê de uns nascerem na miséria e outros na riqueza, e assim por diante.

Como o colega estava insistindo bastante para que eu o convencesse de que estava certo, mas que mesmo assim ele não acreditaria em nenhuma palavra do que iria falar, fiz uma solicitação dizendo que só iria prosseguir se ele me respondesse primeiramente a seguinte questão? Porque Deus em sua infinita misericórdia, que se diz amar a todos nós, seus filhos, sem distinção, que perdoa sempre, permite nascer uma criança completamente cega e deformada admitindo-se que não temos outra vida além da única que nos foi dada pelo nascimento? Não parece que Deus beneficia a uns dando-lhe um corpo perfeito e saudável e comete injustiças a outros criando corpos defeituosos e doentes?
Igualmente a todos aqueles em que faço essa mesma pergunta e que muitas das vezes gostam de me expor perante os presentes, ele também não soube responder, preferindo colocar a culpa na genética.

Então a genética é mais poderosa do que Deus ao ponto de ser ela o fator determinante para uma criança nascer cega? disse-lhe. Novamente outra questão não respondida, ficando no ar uma grande dúvida na cabeça de todos os presentes.

Finalizando, disse-lhe que deveríamos parar por ali até que ele respondesse a minha pergunta, ou se preferisse em uma outra ocasião e se estivesse realmente interessado em conversar sobre o porquê de eu acreditar na reencarnação, então eu estaria a sua disposição com todo prazer.

Na verdade, estava tentando induzir o companheiro a fazer sua própria análise de que há uma controvérsia muito grande sobre o que se tem como conceito de um Deus que ama indistintamente, mas que permite nascer um ser que não teve sequer a oportunidade de errar, e o que é mais conflitante, é sua criação.

Ora, se Deus ama a todos, e admitindo-se que a vida é única, não existindo, portanto, outras vidas e consequentemente a reencarnação, seria mais prudente aceitar que deveríamos todos nascer em iguais condições não existindo diferenças físicas ou posição social. Todavia, se nasce uma criança cega é porque deve existir uma causa. Admitindo-se que ela não pode ser punida pelo mal que não fez, nem pelo bem que deixou de fazer, pois não teve tempo sequer de errar ou acertar, e se Deus é justo, então essa causa deve ser justa. Assim, se esta causa não se encontra na vida presente, nossa razão aponta que ela só pode ter origem de uma vida passada, provando-se desta forma, dentro do crivo da lógica e da razão que a reencarnação existe.

Para muitos homens materialistas, a teoria reencarnacionista não consegue provar que seus conceitos e princípios devem ser aceitos como verdade, por outro lado, esses mesmos homens não conseguem provar que tal teoria é falsa, então fica o disse pelo não disse, cabendo a cada um aceitar de acordo com o que se pensa e se acredita.

Logo, foi com esse propósito que coloquei como título no início deste artigo que religião realmente não se discute, mas se pratica. Então compete a cada um seguir o seu credo e respeitar a crença que melhor nos convier, procurando nos esforçar diariamente para praticar o que cada uma das religiões tem em comum que é o Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

sábado, 21 de julho de 2007

O acidente com o AirBus da TAM, de quem é a culpa?

O País ficou perplexo mais uma vez com outro acidente aéreo, desta vez ocorrido em São Paulo no Aeroporto de Congonhas, quando um Jato Airbus da TAM com 189 passageiros a bordo não conseguiu frear na pista, levando o piloto a tentar arremeter e sem sucesso, após atravessar uma avenida movimentada de automóveis, veio a se chocar contra um prédio da mesma companhia que operava no transporte de carga, explodindo em seguida e matando todos os seus ocupantes.

Como ex-funcionário de uma empresa aérea, onde trabalhei como técnico de manutenção de aeronaves nas especialidades de equipamentos eletrônicos, sistemas elétricos, sistemas diversos, instrumentos e estruturas de helicópteros, e conhecedor um pouco de alguns procedimentos de aviação, pois cheguei inclusive a iniciar um curso de piloto privado no aero-club do Pará, porém, não terminando o mesmo para atender ao pedido de minha mãe que tinha medo de um dia vir a morrer, em minha opinião, é prematuro emitir com certeza qual o fator principal que contribuiu para que o acidente fosse consumado.

Na verdade, vários são os fatores que podem ter contribuído para que a Aeronave não conseguisse frear. A aquaplanagem que é a formação de uma película de água que dificulta a aderência dos pneus do avião no solo, impedindo com isso a ação dos freios fazendo-o derrapar e deslizar sobre a pista, o que levou o piloto a não diminuir a velocidade no pouso, enfim, as evidências são muitas a serem consideradas antes de se chegar a uma conclusão final.

Ao ver as imagens gravadas pela câmera do aeroporto da aeronave pousando, uma primeira conclusão é de que o AirBus realmente passou com uma velocidade muito além da prevista para pouso, o que não se pode concluir de uma provável falha do piloto somente.

Muitos afirmam que o reverso da aeronave que nada mais é do que uma parte da fuselagem do avião localizado na parte traseira da turbina e que se abre na hora do pouso para gerar resistência ao fluxo de ar que vem da direção do movimento do avião fazendo com que auxilie a frear o mesmo, pode ter sido a causa do acidente, também não deve ser afirmado como causa primária. Vale ressaltar que o sistema de reverso não substitui os freios, mas sim somente contribui para frear a aeronave. É como a redução de marcha nos automóveis em movimento fazendo com que o carro diminua de velocidade rapidamente, porém, o que fará o mesmo frear efetivamente é a ação do motorista ao pisar nos pedais de freios.

Várias vidas se perderam, e a quem compete à responsabilidade? Mesmo que se chegue a uma conclusão de que foi falha do piloto, ele não deve ser responsabilizado somente. Governo, órgãos competentes, companhia aérea, administração do aeroporto, todos tem o seu comprometimento de forma indireta na questão.

Dizer que muitos emitem suas opiniões em função de um sentimento não é a postura correta de quem se diz conhecedor dos fatos. Na verdade, esse fato já vem acontecendo há algum tempo e que precisam urgentemente ser solucionados. Até quando teremos que perder vidas humanas para que se tome uma providencia? Assim como a fome, a sede, a doença e tantas outras necessidades básicas que o ser humano precisa ser atendido, essa também deveria ser colocada como prioridade, e quiçá se teria evitado essas tragédias.

A imagem de nosso País perante o Mundo está marcada pela dor e o sofrimento das famílias das vítimas. É preciso que se faça alguma coisa. Não dá para ficar esperando que novos acidentes venham a acontecer. Avisos não faltaram, mas as autoridades simplesmente cruzam os braços e entregam ao destino a solução de alguns problemas.

E aqui eu faço questão de um adendo: O nosso Presidente afirmou que não tem culpa pelo ocorrido e que o acidente poderia ter acontecido em qualquer aeroporto do Brasil. Eu diria que o mesmo tem a sua parcela de contribuição pela situação atual, não de forma direta, mas pela lentidão em tomar medidas emergenciais para conter a crise que se instalou na aviação brasileira. É o responsável pela nossa Nação e compete a ele se reunir com os ministros para tentar buscar soluções para os acontecimentos.

Não se pode querer colher frutos quando se plantam árvores infrutíferas. Assim são os fatos existentes em nosso País. Existem situações que não podem esperar muito tempo, e as vulnerabilidades por que atravessam nossos aeroportos é uma delas.

Os jogos Pan-americanos estão sendo realizados paralelamente no País. O governo injetou alguns milhões para que os mesmos fossem realizados. Pelo que eu sei o único risco de morte que existe é caso os traficantes do Rio de Janeiro resolvam invadir a sede dos jogos para promover atos de violência.

Então porque o Estado não injetou também alguns milhões para tentar solucionar a crise que se instalou nos aeroportos? Porque não injetou milhões para resolver os acidentes que vem ocorrendo com aviões brasileiros como aquele com o avião da Gol que caiu há um ano atrás?

Por mais que passemos mensagens de solidariedade aos parentes das vítimas, mas só eles sabem medir a dor que estão passando agora com a “perda” de seus entes queridos. O povo já está cansado de tanto sofrimento. São horas nos aeroportos esperando vôos até o seu local de destino.

Fica aqui mais uma vez a minha frase de que “o medo está vencendo a esperança...”.

domingo, 8 de julho de 2007

Fazer pré-temporada será que é válida para nossos clubes?

Todas as vezes que começa um campeonato para nossos clubes acirram-se os ânimos e o que se vêem por parte da imprensa e pessoas ligadas ao esporte é sempre a seguinte recomendação: “É preciso e importante primeiramente fazer a pré-temporada para poder ganhar conjunto e realizar um excelente campeonato”.

Vê-se que realmente os clubes se empenham através de seus dirigentes, comissão técnica e jogadores em realizar tal atividade, porém, fica a pergunta que já vi tanta gente fazer: colocar os clubes para fazer pré-temporada ajuda a corrigir os erros fazendo com que o time ganhe entrosamento e conjunto? Respondi afirmativamente a um colega que “Sim”, pois se na estréia o clube se der mal mesmo tendo feito pré-temporada, imagine se ele não a tivesse feito?

Hoje o futebol está muito nivelado, os clubes considerados pequenos evoluíram, seus dirigentes passaram a investir mais no plantel através do seu departamento de futebol e o que se tem é um campeonato equilibrado e de jogos difíceis. Para o torcedor, é claro, quer ver o seu time vencer logo na estréia, mas nem sempre os resultados são favoráveis.

Quando nossos clubes cometem muitos erros na estréia, vários fatores contribuem para que o time não renda o esperado. O nervosismo, a ansiedade, o famoso “frio na barriga” dos jogadores, a obrigação de não errar sob pena de perder a posição e ficar no banco, e é claro a qualidade técnica do adversário que está do outro lado também composto em campo de 11 jogadores em busca de um resultado positivo.

O campeonato brasileiro de 2007 para os nossos clubes paraenses já começou. O Remo na Série B amarga entre as tão sofridas quatro últimas posições da tabela, mas se souber ganhar de seus adversários dentro de casa para poder somar pontos, se livrará do rebaixamento. Já Tuna, Ananindeua e Paysandu buscam a ascensão disputando a Série C, a tão sofrida “Terceirona” como já ficou conhecida.

Seja em que divisão esteja, nossos clubes devem começar a mudar as mentalidades através de seus dirigentes. Dar importância ao planejamento e fazer cumpri-lo já é um ponto positivo para obtenção de melhores resultados. É enorme a rotatividade de jogadores no plantel de nossos clubes, a meu ver um dos fatores que contribuem para não obterem sucesso, pois além de onerar a folha de pagamento do time, pode-se vir a pecar por quantidade, ao invés de se buscar a qualidade.

Grandes técnicos já passaram por aqui, jogadores de nome nacional e até internacional também já fizeram parte do elenco de nossos clubes, mas mesmo assim parece que os nossos times “não decolam” como muitos dizem.

Lembro-me das décadas de 70 e 80 em que Remo e Paysandu eram respeitados quando os clubes aqui vinham jogar. Era um “Deus nos acuda” para os visitantes, pois, arrancar um empate já era considerado vitória e isso se dava por que naquela época os jogadores ficavam um tempo maior no clube facilitando o seu entrosamento com o resto do plantel.

O Remo tinha aquele time imbatível composto de Alcino, Dico, Dutra, Aranha, Hertz, e depois já na década de 80 com Bira, Mesquita, Aderson, o ponta-esquerda Júlio César, que em minha opinião, um dos melhores jogadores que o Remo já teve na posição e o lateral direito Aldo do Paysandu que o diga, e tantos outros jogadores que fizeram o nome do clube ser respeitado. Pelo lado do Paysandu, grandes jogadores como o goleiro Sérgio Gomes, Nad, Lineu, Chico Spina, Tuíca, Nilson Diabo, Marciano, Dário (O Dadá Maravilha), Lupercínio, Cabinho e depois a nova geração com Vandick, Marcão, Edil, Sandro, Iarley e tantos outros.

Mas porque esses jogadores fizeram história em nossos clubes paraenses? Será porque eram melhores tecnicamente que os jogadores atuais? Ou eram melhores remunerados? Acredito que não, mas sim porque passaram mais tempo jogando juntos. O time mantia por mais tempo esses profissionais em seu plantel, fazendo com que o entrosamento entre os jogadores melhorasse cada vez mais.

Mas as vitórias não acontecem somente por isso. Torna-se indispensável que o clube trace o seu planejamento de acordo com sua condição financeira. Às vezes, a diretoria para resolver os problemas do clube contrata um jogador muito caro e de renome nacional, e aí ele sozinho não vai render o que a torcida quer, porque futebol, na minha ignorância é conjunto e quanto mais tempo se joga junto, melhor a facilidade para se entrosar.

O Paysandu nos últimos tempos foi o maior exemplo disso tudo. Nunca na sua história de existência conseguiu tantos títulos numa única temporada, chegando inclusive a disputar uma competição internacional que foi a Copa Libertadores da América.

Mas não se vive de passado, dizem outros torcedores. Eu também concordo, mas é do passado que devemos tirar as lições para nos mostrar o que se deve ou não fazer para alcançar um determinado objetivo.

Os campeonatos nacionais já começaram. Que os nossos clubes possam brilhar cada um nas suas respectivas divisões, levando de novo o nome do nosso Pará ao reconhecimento Nacional e mostrar para alguns profissionais da imprensa do Sul que nossos times não são somente “uma nuvem passageira” como já foi dito em outras ocasiões.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Registros Profissionais. Quem está com a razão?

Recentemente, consegui concluir o curso de especialização em engenharia de segurança do trabalho pela Universidade Federal do Pará - UFPA, curso este promovido pelo Departamento de Engenharia Mecânica, com carga horária de 690 horas.

Ao final das defesas das monografias, alguns colegas dirigiram-se ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA da cidade de Belém, para efetivar seus registros em carteira profissional. Lá chegando, obteve daquele Conselho que somente seria possível realizar o registro mediante apresentação do Certificado de Conclusão do Curso, conforme disposto na Resolução 359 de 31/07/1991 do CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, que dispõe sobre o Engenheiro de Segurança do Trabalho.

Este Conselho, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 27, alínea "f", da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, estabelece no Artigo 3º que para o registro, só serão aceitos certificados de cursos de pós-graduação acompanhados do currículo cumprido, de conformidade com o Parecer nº 19/87, do Conselho Federal de Educação.

Diante da negação por parte daquele Conselho em conceder o registro, alguns colegas sentiram-se prejudicados, pois, já estão com ofertas de emprego na área de segurança para atuarem como engenheiros de segurança e, para agravar mais a situação a coordenação do curso informou que os referidos certificados só ficarão prontos no período mínimo de três meses, podendo se estender por até seis meses.

Com o impasse criado, foi realizada uma reunião entre os alunos para decidir os rumos a seguir. Diversas opiniões foram levantadas. Chegou-se a propor que se entrasse com um mandato de segurança para garantir o direito de inclusão de registro, pois já existe até jurisprudências sobre o assunto, o que fortalece a possibilidade, na avaliação de alguns alunos de se ter parecer favorável perante o tribunal.

Ao consultar um amigo que é advogado, o mesmo orientou que apesar de existir jurisprudência, é prematuro afirmar que se vai ganhar a causa, pois os juízes levam em consideração diversos fatores para dar o seu parecer, porém, existem casos em que se pode levar em consideração, como exceção da regra. Uma aprovação em concurso público ou uma oferta de emprego, por exemplo, vai pesar muito na decisão do juiz. Todavia, em ambos os casos, requerem comprovação de que realmente a solicitação justifica uma necessidade. Fora isso, interpreta-se como regra geral. Outras opiniões são de que dificilmente se irá ganhar a questão perante o Conselho, pois o mesmo está amparado por uma Lei Federal.

Eu pessoalmente entendo que uma lei existe para ser cumprida e que o Conselho está apenas cumprindo o que determina a referida resolução com base na lei. Não estou defendendo o conselho, nem contrariando a classe de alunos, mas é preciso que se estabeleçam critérios para se tomar uma decisão. Se for de forma precipitada, poderá trazer prejuízos, pois o próprio conselho pode querer aguardar a decisão judicial para realizar os registros, caso esta se estenda além do período estipulado pela coordenação do curso, comprometendo ainda mais e o prazo para entrega dos certificados.

Se de um lado se tem uma classe de alunos que se diz prejudicada pelo Conselho, do outro essas Instituições se baseiam nos procedimentos amparados pela legislação.

Suponhamos que este Conselho viesse a incluir os registros somente com as declarações fornecidas pela coordenação do curso, contrariando, portanto, o que determina a resolução 359. No caso de ocorrer um acidente fatal envolvendo empregado em atividades de risco, a quem cabe a responsabilidade civil e/ou criminal pelo ocorrido? Ao Conselho de classe ou ao Profissional que já se encontra registrado de forma contrária ao que determina a resolução em seu artigo 3º?

Um advogado de defesa do engenheiro de segurança responsável pela atividade pode alegar que seu cliente não pode ser responsabilizado pelo ocorrido uma vez que, neste caso, o descumprimento da resolução 359 partiu do Conselho em realizar o registro em desacordo com seu artigo 3º.

Portanto, para se evitar situações desta natureza, é preferível que se espere para se fazer o devido registro de conformidade com o que determina a referida resolução, sob pena de ter que amargar situações de responsabilidade por acidentes que vierem a ocorrer em áreas de risco perante os tribunais regionais do trabalho.