A Base do Sucesso

"Acho que a base do sucesso em qualquer atividade está primeiro em se ter uma oportunidade que geralmente acontece não porque você cria o momento, mas sim porque alguém chega e abre uma porta" . (Ayrton Senna da Silva, Piloto Tri-Campeão Mundial de Fórmula-1).

sábado, 23 de junho de 2007

Desorganização: Um mal que precisa ser eliminado

Uma das barreiras contra a evolução é sem dúvida a desorganização. Uma pessoa que não consegue se organizar leva uma vida cheia de problemas. São diversas desculpas para tentar mascarar o que se estende há anos.

Sem organização não se consegue alcançar objetivos. A vida parece que nada dá certo, são situações que deixam à pessoa desorganizada e fora de controle, ferindo e culpando quem não tem nada a ver com a sua dificuldade.

Muitas das vezes quem assim procede, sempre está arrumando um escudo para encobrir isso. De imediato surge o maior aliado que é o orgulho, fazendo com que se bote uma venda nos olhos não aceitando o problema.

Quem convive com pessoas desorganizadas, não tem sequer o direito de tecer um comentário, alertar para a problemática, fazer com que ela veja e reconheça que precisa mudar.

São inúmeros os conflitos gerados por causa da falta de organização. Principalmente quando se tem ao lado o oposto disso, ou seja, alguém que tenha características de gostar de tudo arrumado.

Muitas brigas e conflitos entre pessoas surgem exatamente pelo fato do desorganizado não dar a “mão a palmatória”. Quer sempre que o outro aceite a sua dificuldade. Porém, o outro também é alguém que precisa ser levado em consideração. Ele não está ali por estar. Se percebe que alguma coisa não está no seu devido lugar começa a alertar para que os objetos fiquem em suas reais posições. Não se trata de ser uma pessoa exigente, mas sim, facilitadora e prática diante de um procedimento.

Portanto, o ideal é que ambos cedam e reconheçam as suas dificuldades. Buscando-se o equilíbrio para que a convivência se estabeleça de forma harmoniosa e tranqüila.

Pode parecer exagero, mas vários casais se separam por questões desta natureza. Quando surge o conflito vêm em seguida às acusações e ofensas. Com o aumento dessas situações tende a agravar a crise na relação, e então vem o desgaste e a falta de interesse tanto de um quanto do outro em resolver o problema, dando origem a monotonia e a rotina dentro do relacionamento.

Ao invés te tentarem solucionar o problema, se opta pela separação. Se não existem filhos, o impacto será menor, porém, em caso contrário, deve-se pensar bastante para que uma decisão entre o casal não venha a comprometer quem não tem culpa, no caso, os filhos, causando traumas e perturbações psicológicas por não aceitarem verem os pais separados.

Não sou adepto dos que comungam com o entendimento de que os filhos não prendem ninguém numa relação a dois. Dependendo do número de filhos que o casal possua, deve-se levar em consideração que é preferível que um saia lesado, a lesar um número maior de pessoas envolvidas só pelo fato de querer se buscar a felicidade em uma outra relação conjugal.

Será que ao se buscar a felicidade numa outra relação, só porque se merece ser feliz, mas deixando uma parte na infelicidade, isso é ser feliz?

Não estamos defendendo o auto-sofrimento, a insistência em querer continuar uma relação que de fato já não existe mais amor, companheirismo e afetividade. É evidente que cada caso é um caso. Até porque não se pode exigir de alguém o que ele não tem condições de dar ou suportar. Porém, qualquer precipitação em torno de uma decisão pode ser prejudicial aos filhos. É fato comprovado que a grande maioria dos casais que se separam, os que mais sofrem são os filhos que acabam adquirindo diversos problemas existenciais como revoltas, perda de valores morais, indiferenças, vontade de fazer com os outros o mesmo que estão passando, dentre outros conflitos íntimos.

Se esgotada todas as tentativas para se manter na relação e mesmo assim se decidir pela separação, o mais importante é que os filhos sejam sabedores do porque que está ocorrendo à separação, comunicando a eles que apesar do casal a partir dali terão que viverem separados, mas o contato e o convívio com os filhos não deixará de existir.

Nenhum comentário: